Arquivo de memórias

Praia da RochaPraia da Rocha

Praia da Rocha

Uma sugestiva imagem da Praia da Rocha, retirada do “Algarve: boletim informativo da Casa do Algarve em Lisboa”, n.º 8-9 de 1957, acessível no Centro de Documentação e Arquivo Histórico do Museu.
Viva o 25 de ABRIL!

Viva o 25 de ABRIL!

Partilhamos as "Memórias do 25 de Abril em Portimão", exposição que contou com fotos da autoria de Júlio Bernardo.
Valiosa carga, valiosos carregadoresValiosa carga, valiosos carregadores

Valiosa carga, valiosos carregadores

Este documento de 1942 mostra-nos os valores de seguro dos barcos que faziam parte do grémio de armadores da pesca da sardinha de Portimão. Se à primeira vista estes números poderão não impressionar assim tanto fazendo a conversão direta de escudos para euros, convém salientar, como exemplo, que o primeiro da lista teria um valor de cerca de 250000 euros (num cálculo optimista)!
Luz elétricaLuz elétrica

Luz elétrica

Finalmente a luz elétrica chegou a Portimão!

Seria a partir de 1918 que, do edifício da Central Elétrica construído no cais de Portimão, junto da ponte rodoviária, os espanhóis da Sociedade de Electricidade J.Valverde e Cª, de Vigo iriam começar a fornecer a eletricidade para iluminar as noites escuras de Portimão.
Antes da chegada da luz elétrica, as ruas da então Vila Nova de Portimão, eram percorridas e iluminadas por candeeiros de acetileno alimentados a carbonato de cálcio, enquanto nas casas se acendiam candeias de azeite, velas, candeeiros a petróleo, gasómetros e lanternas.

Licença de isqueiroLicença de isqueiro

Licença de isqueiro

Atenção, não se esqueçam da vossa licença de isqueiro!!

Natural de Portimão, Maria de Vale Cartaxo ofereceu ao arquivo de memórias do Museu, um documento original relacionado com uma bizarra “Licença anual para uso de Acendedores e Isqueiros” que esteve em vigor em Portugal, durante o regime de Salazar, desde novembro de 1937 até maio de 1970.
Vejamos como (segundo ela), se deu o seu envolvimento com semelhante documento:
“Naquele tempo, em que eram raríssimas as mulheres com direito de voto - uma rapariga a fumar era afirmação de independência. Porém, um espírito livre num país enclausurado tinha os seus escolhos e os seus custos. À saída de uma sessão de cinema no Tivoli, em plena Av. da Liberdade (que ironia!) fui apanhada por um fiscal (que abundavam) sem licença de isqueiro. Para resgatar o dito isqueiro (era bonito e fora um presente), além de pagar uma multa, tive de adquirir a famigerada licença, que existia para proteger e financiar a indústria fosforeira”.

CarreirasCarreiras

Carreiras

Atenção veraneantes, em breve a carreira entre Portimão e Praia da Rocha!

Era essa a notícia dada pelo Comércio de Portimão, em Junho de 1945, quatro dias antes de se iniciarem as carreiras de camionetas, da antiga empresa Castelo e Caçorino, entre Portimão e a Praia da Rocha, que todos os dias "abalavam " do Largo do Dique até à Fortaleza de Santa Catarina.
Esperava-se naturalmente mais um movimentado e bem frequentado verão balnear e, a pouco e pouco, as saudosas carrinhas veriam o seu espaço de manobra e negócio ser progressivamente ocupado até ao seu desaparecimento, tal como a própria empresa de camionagem, comprada no final dos anos 90 pela Frota Azul.

Um passeio pela Praia da RochaUm passeio pela Praia da Rocha

Um passeio pela Praia da Rocha

Neste postal de 1910 editado em França temos em primeiro plano o chalet Buísel e logo atrás um equipamento que vinha dar resposta à subida do número de veraneantes na estância balnear da Praia da Rocha.

O Casino, inaugurado ainda nesse ano, antes da revolução republicana, revelaria-se como o grande pólo de animação cultural e recreativa daquela zona, recebendo performances de artistas dos mais variados géneros e nacionalidades, pensando não só nos turistas locais, mas também nos espanhóis e ingleses que já nos visitavam nessa altura. Em 1915 acolhe as sessões do 1º Congresso Regional Algarvio, momento fundador das discussões regionalistas no Algarve e em Portugal.
Depois de ter encerrado as suas portas, foi requalificado como unidade hoteleira.

Pastelaria Almeida – o lado doce de PortimãoPastelaria Almeida – o lado doce de Portimão

Pastelaria Almeida – o lado doce de Portimão

Anúncios da “Pastelaria Almeida” dos anos 30, recordam-nos uma empresa familiar que, durante cerca de setenta anos, se constituiu em Portimão como local de obrigatória passagem e paragem, para uma doce degustação.

Antes de mudar de nome para “Pastelaria Arade” e de novos proprietários em junho de 2004, seria perto da Papelaria Algarve que o seu proprietário António Pedro Carneiro de Almeida, instalaria o primeiro estabelecimento para, finalmente em 1935, se fixar definitivamente na antiga Praça do Município, hoje Largo 1º de Dezembro, frente ao jardim aí existente.
Mas seriam duas mulheres, Celeste Machado e Maria Almeida Dias, que se destacariam à frente deste espaço, numa inspirada, apreciada e saborosa arte de bem fazer, uma doçaria regional e conventual onde o figo, mas sobretudo a amêndoa e os fios de ovos, seriam os produtos essenciais.

Carnaval

Carnaval

Apesar deste ano não podermos comemorar da melhor maneira o Carnaval, queremos partilhar convosco outros tempos onde, na zona ribeirinha de Portimão, esta época se vivia de uma forma mais festiva, alegre e diferente, como estas imagens nos mostram.
Sismo de 26 de Fevereiro de 1969

Sismo de 26 de Fevereiro de 1969

A 26 de Fevereiro de 1969, Portugal foi abalado pelo maior sismo registado após 1755.

Os seus efeitos fizeram sentir-se com particular intensidade no barlavento algarvio. Em Portimão, diversas casas ruíram e outras ficaram severamente danificadas.
Levamos até si algumas fotos que, certamente, estarão ainda na memória de muitos que viveram este acontecimento.
Convidamos-vos a consultar o nosso Catálogo Online em onde poderão encontrar um importante conjunto de registos sobre este e outros acontecimentos.

De Hotel Sansão a Pensão CentralDe Hotel Sansão a Pensão Central

De Hotel Sansão a Pensão Central

No jornal de anúncios "O Portimonense” de 1910, o Hotel Sansão, realçava as suas boas condições de localização e alojamento, apresentando a sua sala de jantar como “a mais espaçosa da província”. E foi justamente nesta sala de jantar, segundo refere Urbano Rodrigues, no seu livro "A Vida Romanesca de Teixeira Gomes", na sequência da nomeação em 1911, de Manuel Teixeira Gomes como representante de Portugal em Londres, que decorreu um banquete em sua homenagem, por parte dos amigos e políticos republicanos algarvios, antes da sua partida para Inglaterra, a 3 de abril.

Mas o Hotel Sansão haveria de continuar a manter a sua ligação com o setor hoteleiro em Portimão, embora mais tarde se passasse a chamar Hotel Central e posteriormente Pensão Central, antes de encerrar definitivamente e dar lugar, no Largo 1º de dezembro, ao atual edifício de habitação e agência bancária.

Portimonense defronta Esquadra Inglesa?Portimonense defronta Esquadra Inglesa?

Portimonense defronta Esquadra Inglesa?

De acordo com o cartaz existente no Centro de Documentação e Arquivo Histórico do Museu, na tarde de segunda -feira, do dia 3 de Março de 1947, disputou-se um encontro particular de futebol entre o Portimonense e uma equipa da tripulação da 5ª Esquadra Inglesa, que habitualmente ancorava na baía de Lagos.

No arquivo do Portimonense encontramos uma interessante fotografia, datada de 1947, da sua equipa principal e do equipamento usado nessa época.
Infelizmente não conseguimos descobrir qual terá sido o resultado final desse jogo.

Mercado de fruta e hortaliça de Vila Nova de PortimãoMercado de fruta e hortaliça de Vila Nova de Portimão

Mercado de fruta e hortaliça de Vila Nova de Portimão

Enquanto os produtos do mar eram vendidos no Mercado do Peixe, na zona ribeirinha junto à ponte rodoviária, os produtos do campo ganhariam o seu próprio espaço, embora com alguma polémica à mistura, no largo do Rossio, da então Vila Nova de Portimão, mesmo defronte da Igreja do Colégio.

Estávamos em plena 1ª República e, em 16 de Março de 1913, o jornal “Algarve” referindo-se aos “Melhoramentos de Portimão”, noticiava a aprovação do orçamento destinado ao novo mercado e também à ampliação do cemitério.
E conforme deliberado na reunião da Comissão Municipal, de 11 de maio de 1914, é decidido proceder à inauguração do Mercado de "Frutas e Hortaliças" e igualmente do Matadouro Municipal , para o dia 24 desse mês.

1ª representação teatral da Sabina Freire1ª representação teatral da Sabina Freire

1ª representação teatral da Sabina Freire

A peça de teatro “Sabina Freire”, escrita por Manuel Teixeira Gomes e editada em 1905, teve a sua 1ª representação nacional na noite de 31 de Agosto de 1968, no antigo Cine-Teatro de Portimão, pelo Grupo “Amigos de Portimão”.

Com encenação de João Tavares e cenários de Júlio Bernardo, nela participaram conhecidos portimonenses, amantes de teatro, que quiseram deste modo prestar um merecido tributo a M.Teixeira Gomes e à sua faceta de escritor.
Na foto, tirada na noite da estreia por Júlio Bernardo, pode-se ver em cena, da esquerda para a direita, Milton de Brito, Rolando Tavares, António Jorge, António da Silva e Ana Rosa, uma das filhas de M. Teixeira Gomes. Ao fundo em segundo plano Carlos Jorge e Maria Fernanda Correia no papel de Sabina Freire.

Congresso Nacional de TurismoCongresso Nacional de Turismo

Congresso Nacional de Turismo

Uma curiosa tese sobre melhoramentos na Praia da Rocha.

Em Janeiro de 1936, realizou-se em Lisboa o 1º Congresso Nacional do Turismo, no qual seria apresentada a tese “Memória Justificativa dum Plano de Melhoramentos na Praia da Rocha”, pelo portimonense Dr.º Frederico Ramos Mendes, que anos mais tarde entre 1940 e 1946, viria a desempenhar o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Portimão.

Consulte aqui este curioso documento: Congresso Nacional do Turismo

Da fábrica de conservas à fábrica de históriasDa fábrica de conservas à fábrica de histórias

Da fábrica de conservas à fábrica de histórias

A “Sociedade Regular Colectiva Feu Hermanos de Ayamonte” dos irmãos Manuel Feu Casanova e António Feu Casanova, procurando expandir os seus negócios, para além daquela cidade espanhola, onde se encontrava sediada, viria a adquirir ao catalão Rodolfo Torres, no início do séc. XX, o edifício que este possuía em Portimão, na margem direita do rio Arade, em terrenos conquistados ao rio, junto do convento de S.Francisco .

O seu primeiro proprietário Rodolfo Torres, nele desenvolveu no final do séc. XIX, actividades ligada à indústria conserveira e à estiva de peixe, bem como à preparação de rolhas de cortiça, situação que acabaria por conferir ao imóvel desde a sua origem, uma vocação e um destino fabril, a qual seria igualmente prosseguida e ampliada com os novos proprietários, pertencentes à família Feu, antes da sua transformação no Museu de Portimão, inaugurado em 2008.
Como se pode observar na planta de 1936, para além da própria área destinada ao fabrico das conservas ou “Secção do Cheio”, junto ao rio Arade ,existia do outro lado da rua a chamada “Secção do Vazio”, onde se situava a litografia para a impressão e fabrico das latas em folha-de-flandres e todas as outras oficinas de apoio como serralharia, carpintaria, fundição e central elétrica.

A inauguração do Cine-Teatro de PortimãoA inauguração do Cine-Teatro de Portimão

A inauguração do Cine-Teatro de Portimão

Na edição de 27 de fevereiro de 1938, do “ Comércio de Portimão”, a principal notícia seria o novo Cine-Teatro, edifício de linhas modernistas, que acabava ser inaugurado no dia 21 desse mês, com a projeção do filme “San Francisco”, que tinha como atores principais: Jeanette MacDonald, Clark Gable e Spencer Tracy.

O artigo intitulado “Um melhoramento” com direito a fotografia, referia a grande importância para a cidade dessa iniciativa, levada a cabo pela “Empresa Orquesta Semifúsica”, salientando a comodidade das instalações, a segurança e a qualidade do sistema de projeção e som. De acordo com o articulista, três coisas se notavam a partir desta primeira sessão :”Já não há fumadores na sala e há intervalos, a geral não se manifesta clamorosamente como em tempos idos”.
Estes tempos idos referem-se naturalmente aos momentos vividos no antigo “Barracão do Provisório”, como era designado o antigo cinema que, desde 1909, existia praça Visconde Bivar, entre o rio e o edifício da Viscondessa de Alvor, sendo posteriormente demolido para dar lugar às obras do aterro, daquela zona da cidade.

Portimão, cobre-se de neve?Portimão, cobre-se de neve?

Portimão, cobre-se de neve?

No dia 2 de fevereiro de 1954, Portimão se cobria de branco devido a um intenso nevão, como nos mostra esta interessante imagem tirada do Jardim 1º de Dezembro e onde se pode igualmente recordar o antigo edifício da Caixa Geral de Depósitos.
Do desenho para o estaleiro, do estaleiro para o marDo desenho para o estaleiro, do estaleiro para o mar

Do desenho para o estaleiro, do estaleiro para o mar

O primeiro galeão a vapor para a arte do cerco, surgiria em Portimão por iniciativa do grande industrial Júdice Fialho. O seu estaleiro, entre o Convento de S. Francisco e a sua fábrica de conservas do mesmo nome, seria fundamental para a manutenção da sua numerosa frota de galeões, buques, traineiras, enviadas e lugres bacalhoeiros.

A planta de um dos seus cercos a vapor o “Portugal 9”, desenhada pelo seu litógrafo Humberto Martins, mostra-nos os detalhes de como era constituída a estrutura desse tipo de embarcações, tão decisivas na pesca da sardinha para as suas fábricas de conservas.

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Centro Documentação e Arquivo Histórico

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O Centro de Documentação e Arquivo Histórico é um serviço público do Município de Portimão, integrado no Museu desta cidade, que tem por missão salvaguardar, organizar e difundir a informação que permita a apreensão global e cronológica das temáticas históricas e realidades político-económicas, sociais e culturais do Município de Portimão e do Algarve.

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